Lula, MV e a festa de posse
A informação obtida e divulgada pela CPI dos Correios dando conta de que a festa da posse do presidente Lula foi bancada pelo publicitário Marco Valério era o estopim que faltava para complicar mais ainda a vida do ex-metalúrgico. Acho que a situação de Lula da Silva vai ficar insustentável. O impeachemant parece iminente. A Comunicação do governo afirma, no entanto, que os gastos da festa foram pagos pelo Ministério das Relações Exteriores.
Comentário sobre os posts abaixo
Quando os indígenas foram vítimas dos atentados e da destruição pelos quais o MPF quer que sejam indenizados, eu ainda trabalhava na Folha de Boa Vista. Não cobri o ocorrido, mas lembro que na época os acusados, principalmente o prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, hoje indicado como sendo a a maior liderança anti-indígena do Estado de Roraima, negaram qualquer participação do caso. Posteriormente, em outro evento contra a homologação da Raposa Serra do Sol, também comandado por Quartiero, surgiram comentários de que ele teria tido a sua prisão decretada, mas acabou não sendo detido. Se o Ministério Público Federal conseguiu recolher provas suficientes de que as pessoas citadas são de fato responsáveis pelos danos causados aos indígenas, é justo que lhes seja imputado o pagamento da indenização. Qualquer um tem o direito de discordar de determinadas decisões governamentais e de defender o que considera seu patrimônio e, assim, manifestar a sua opinião, mas partir para a intolerância e passar a ameaçar a integridade física das pessoas é inaceitável.
Deu no site do Ministério Público Federal II
"DISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS
Para praticar o delito, os acusados dividiram-se em grupos. Uma parte ficou responsável pela formação de uma barreira na estrada de acesso a região. O objetivo da barreira era controlar o trânsito na principal via de acesso à Raposa-Serra do Sol, para que os envolvidos no ato tivessem livre circulação e fossem barrados aqueles que pudessem discordar ou denunciar a manifestação hedionda. A outra parte do grupo formou um comboio de veículos de propriedade de Paulo César Quartiero, Ivo Barilli, Ivalcir Centenaro e Raimundo Cardoso, que se dirigiu ao local onde estavam as malocas. Dentre os veículos havia um caminhão em cuja carroceria se carregou um trator para ser usado na destruição das malocas.
De acordo com os depoimentos prestados pelos indígenas, os acusados chegaram na comunidade de Jauari, primeira aldeia destruída, às 5:30 horas. Descendo dos carros com armas em punho, os envolvidos cercaram a aldeia, deram tiros para o alto e espantaram as crianças. Em seguida, constrangeram, mediante ameaças de morte, os membros da aldeia a abandonarem suas casas. Antes que os índios pudessem retirar qualquer suprimento ou objetos pessoais, os acusados começaram a destruir suas humildes casas, cortando as colunas de apoio com moto serra; em seguida, ateando fogo na cobertura de palha e por fim, utilizando o trator de Paulo César Quartiero para derrubar as paredes e o que mais restava. Enquanto o terror tomava conta da aldeia, os acusados efetuavam disparos de arma de fogo para cima e para baixo e mandavam as vítimas saírem de suas terras.
O acusado Paulo César Quartiero, de dentro de seu veículo, disparou vários tiros em direção aos indígenas provocando ferimentos no rosto e no braço de um deles. Desesperados, muitos dos índios saíram correndo pelo lavrado.
Paulo César Quartiero é apontado em pelo menos doze depoimentos como autor e líder das destruições. As investigações do MPF o apontam como organizador e principal fomentador dos delitos praticados, além de ter comparecido pessoalmente às aldeias, aterrorizando e instigando a devastação na área. O citado réu fez fortuna com a exploração econômica ilegal da área indígena Raposa-Serra do Sol e tornou-se a maior liderança anti-indígena do Estado de Roraima, sendo conhecido por sua intolerância – aponta o MPF em suas investigações.
Depois de destruirem a aldeia Jauari, os acusados dirigiram-se às aldeias Homologação e Brilho do Sol. Seguindo a mesma estratégia, os réus cercaram e invadiram as aldeias, empunharam suas armas e constrangeram os indígenas a abandonarem suas casas. Em ato contínuo, lançaram gasolina nas residências e tocaram fogo, provocando a destruição completa das habitações.
A ação dos acusados só terminaria com a destruição dos retiros Tai-Tai e Insikiran. Nesses dois lugares a maior parte dos homens estava ausente, trabalhando nas roças. Assim, as principais vítimas das humilhações foram as mulheres e crianças.
NEM O FEIJÃO FOI POUPADO
Com o objetivo de forçar a expulsão dos indígenas daquela área, os requeridos arruinaram as roças da aldeia, aniquilaram os víveres e soterraram o poço artesiano. Em depoimento a Polícia Federal uma das vítimas afirmou que os acusados queimaram todo o feijão da aldeia, suprimento usado em sua alimentação.
Em depoimento, uma das vítimas, Ildevania Tobias descreve que os acusados jogaram gasolina na porta e no teto de sua casa e depois atearam fogo e que todos estavam armados com espingarda e bebiam o álcool do posto médico, que destruíram o posto de radiofonia e levaram a bateria e o rádio para que ninguém pudesse se comunicar.
Outra vítima, Nelson da Silva declara em depoimento que os acusados passaram com o trator em cima das casas destruindo tudo, que tudo ocorreu muito rápido, em torno de meia hora. Nelson da Silva declara, ainda, que os acusados levaram as ferramentas e o “rancho” da escola, que destruíram a escola, o galinheiro e todas as vinte casas, ficando as vítimas sem nada, embaixo de uma árvore.
A covardia dos réus é ressaltada pelo fato de a maioria das vítimas serem mulheres e crianças, todas indefesas. Nem mesmo uma indígena grávida e aquelas que tinham crianças pequenas foram perdoadas – declara o Procurador da República, Marcus Goulart, autor da Ação contra os acusados.
Na Ação Cívil Pública, o MPF requer que os acusados sejam condenados a pagar as vítimas, a título de indenização material referente à privação de suas moradias e objetos pessoais, a quantia de R$ 20.000,00 a cada uma das famílias que viviam nas aldeias. Além disso o MPF requer ainda, o pagamento de R$ 900.000,00 a título de danos morais coletivos causados aos povos indígenas da Raposa-Serra do Sol, devidamente acrescido de juros legais a contar da data do fato. O valor deverá ser destinado aos povos Macuxi, Ingarikó, Wapixana, Taurepang e Patamona."
Deu no site do Ministério Público Federal I
"O Ministério Público Federal em Roraima protocolou uma Ação Civil Pública contra envolvidos na destruição de malocas na região Raposa- Serra do Sol. Dentre os acusados estão Paulo César Quartiero (prefeito de Pacaraima), Ivalcir Centenaro, Ivo Barili, Raimundo Cardoso (o Curica), Genival Costa e índios da SODIUR, ARIKON E ALIDICIR.
Os réus, juntamente com outras pessoas não identificadas, em ação liderada por Paulo César Quartiero como forma de protesto contra a vinda do Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos a Boa Vista, utilizando-se de armas, trator, caminhões, motosseras, gasolina, óleo diesel e fogo, destruíram e incendiaram as comunidades indígenas Jauari, Homologação, Brilho do Sol e os retiros Tai-Tai e Insikiran nas primeiras horas do dia 23 de novembro de 2004 e atentaram a bala o indígena Jocivaldo Constatino.
Segundo o MPF, o principal motivo que levaram os acusados a praticar o delito era mostrar ao Ministro da Justiça a insatisfação dos produtores de arroz com a possível homologação da Terra indígena Raposa-Serra do Sol na forma contínua. A destruição das malocas deixaria claro que a homologação poderia trazer um grande prejuízo político para o Governo Federal, tendo em vista que as classes produtoras de Roraima seriam capazes de fazer grande estardalhaço, inclusive resistir ao cumprimento de ordens do Poder Judiciário. Para o Procurador da República Marcus Goulart outro motivo era a certeza da impunidade, haja vista que boa parte da Polícia Federal estaria empenhada em garantir a segurança do Ministro da Justiça. Além disso, soma-se os mais de 200km de distância da Capital, podendo os réus executar a ação criminosa e não serem abordados pela polícia. De fato, a equipe de policiais só conseguiu chegar ao local 24 horas depois, quando todas as comunidades já estavam destruídas."
16º Festuval das Juventudes
O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e diretor da União da Juventude Socialista de São Paulo (UJS), Francisco Gonçalves, veio a Boa Vista discutir os preparativos do 16° Festival Mundial das Juventudes e dos Estudantes com as organizações sociais de jovens de Roraima. O evento será realizado de 7 a 15 de agosto, na cidade de Caracas, na Venezuela, e terá o tema "Pela Paz e a Solidariedade, Lutamos contra o Imperialismo e a Guerra!". Diz-se que o objetivo do evento é reunir os grupos organizados de jovens do mundo inteiro para discutir temáticas de relevância social e interesse dos estudantes. Pretende-se reunir mais de 15 mil delegados de várias partes do mundo.
A capital de Roraima foi escolhida para ser o centro das organizações do festival por fazer fronteira com a Venezuela. Boa Vista terá a segunda maior delegação de jovens que irão participar do Festival e o Brasil será a maior delegação do mundo. Está prevista para o dia 5 de agosto a chegada à capital roraimense mais de 400 jovens que juntos com os jovens de Roraima seguirão viagem com destino a Caracas.
Francisco Gonçalves que é membro do Comitê Nacional Preparatório do 16° Festival Mundial das Juventudes, disse que pretende conseguir, junto ao Consulado Venezuelano, em Boa Vista, a autorização para que os participantes que não possuem passaporte permaneçam em Caracas durante o evento.
Uma das preocupações da organização do 16° Festival Mundial das Juventudes e dos Estudantes é que os jovens que ainda não tomaram a vacina contra febre amarela o façam imediatamente. Hoje é o último dia para procurarem os postos de saúde e se vacinarem. O passo seguinte é se dirigir ao Aeroporto Internacional de Boa Vista para que seja feita a troca do cartão de vacina nacional pelo internacional. De acordo com as normas sanitárias, para ingressarem na Venezuela é necessário está imunizado 10 dias antes da entrada no país.
Participantes menores de idade precisam de uma autorização por escrito dos pais registrada em cartório e protocolada junto a Polícia Federal. A organização do Festival em Boa Vista está a cargo da União das Juventudes Socialistas (UJS), com apoio de entidades estudantis como o Diretório Central dos Estudantes da UFRR - (DCE).
Quem tiver interesse em representar o Estado no 16º Festival Mundial das Juventudes precisa entrar em contato com Marcelo Bruno, da UJS, pelo telefone: 9963-9754 ou 625-6564. Podem participar jovens que integram os movimentos organizados como hip hop, skatistas, movimento negro, grafiteiros, juventudes indígenas, juventudes partidárias, grêmios e entidades estudantis.
Dirceu e o mensalão
(De blog pra blog)
Repito aqui o que disse em comentário feito há poucos instantes no blog da Tereza Cruvinel, colunista política do O Globo. E lamentável assistirmos ao desmascaramento de um partido como o PT, que nos passava a imagem de ser o guardião da moral e da ética. Ledo engano. A sensação que temos agora é a de que os diretores do partido, posando de bons moços, aguardavam apenas chegar ao poder para fazer uma farra. Os sinais de enriquecimento rápido e incompatível com a renda desses petistas implicados neste escândalo do "mensalão" são evidentes. E o Zé Dirceu, hein? Quem diria. Uma lástima, uma lástima. (comentário postado no blog da jornalista Helena Chagas, do O Globo)
Ainda o seminário
Uma das lições que aprendi desde cedo é que o valor inegável de um homem está na manutenção da sua palavra, custe o que custar. Não importa o preço a ser pago. Mas ter palavra e mantê-la não é virtude que se possa esperar de qualquer um, principalmente no mundo político onde homens aparentemente cheios de virtudes acabam sendo pegos com as calças e cuecas na mão – que o diga o famigerado escânda-lo do mensalão.
Faço este preâmbulo para tratar da questão central que motiva este artigo. Trata-se uma tréplica à “Nota de esclarecimento” publicada pelo Secretário de Comunicação do Governo de Roraima, Rui Figueiredo, no site Fonte Brasil, na qual ele nega ter convocado os profissionais que trabalham consigo na pasta a “vestir a camisa do governo” durante o chamado “seminário de marketing” realizado na sexta-feira, 22, no Palácio da Cultura. Tanto usou a expressão “vestir a camisa” quanto anunciou a “vinda de uma empresa de Manaus” para auxiliar os profissionais de marketing da sua secretaria a fazer um melhor trabalho para valorizar ainda mais a imagem do governo. O seminário foi, na verdade, uma reunião fechada para falar sobre a necessidade de mostrar mais as tais “ações de governo”. Nada mais que isso.
Aqui esclareço que minha presença em tal evento se deu apenas e simplesmente pelo fato de ter sido convidado. Na segunda-feira, 25, ouvi alguns comentários sobre o meu artigo “Começou a campanha eleitoral”, publicado neste site, no mesmo dia. Das pessoas que comentaram comigo a respeito do assunto, algumas delas subordinadas ao colega Rui, não ouvi nenhuma correção sobre o que escrevi. Ninguém me corrigiu ou disse que eu havia inventado ou feito confusão sobre o que ouvira. Essas pessoas ouviram as mesmas coisas que ouvi. Aliás, durante o tal “seminário de marketing” houve quem risse a cada frase dita pelo ilustre secretário. Ainda na segunda-feira, entre os “comandados de Rui” houve sim quem também tenha afirmado pensar que seria realmente de um seminário de marketing e não uma reunião fechada voltada apenas para assessores do governo. Foi por pensarem desse assim, que recebi o convite a também participar do evento.
Quanto à simpatia que o secretário de Comunicação afirma que eu manifestei pelo senador Romero Jucá por ter usado os termos como “naipe” e “experiência política” ao me referir ao ex-ministro da previdência em meu artigo anterior, sinto muito em desapontá-lo. Mas isso, sim, é um equívoco. Esta simpatia, nos termos colocados e insinuados por Rui, eu não a tenho. Apenas reconheço a influência política conquistada por Romero Jucá ao longos dos seus anos e anos de mandato na capital federal. Tanto assim que, mesmo sendo fritado diariamente por colegas de partido e pela grande imprensa, com acusações de desvio de dinheiro, conseguiu sobreviver à degola, até que se encontrasse uma forma menos traumática para que ele deixasse o governo Lula: a pífia reforma ministerial e a justificativa de que pretende disputar o Governo do Estado. Desde que milito na imprensa, nesses dez anos, nunca vesti camisa de nenhum político. E não pretendo fazê-lo.
Mas Rui Figueiredo não está desempenhando mais que o papel que lhe cabe – defender a imagem do governo que lhe paga o salário de Secretário de Comunicação. Eu de minha parte, sustento o que disse no artigo anterior: este governo ainda não mostrou a que veio. Agora, fazer alusão à “divulgação diária, feita nos veículos de comunicação locais, para que tenha idéia da grande obra desenvolvida pelo atual governo de Roraima” é brincar um pouco com a inteligência do povo. Todos que militamos na imprensa local sabemos que essas matérias custam um bom dinheiro aos cofres estaduais, com raríssima exceção de um ou outro veículo (?).
Se o governo realmente está trabalhando muito, como diz Rui, não faz mais do que a sua obrigação. Afinal, quem brigou tanto no tapetão para chegar ao Palácio Senador Hélio Campos, acusando o seu antecessor de corrupção e uso da máquina pública para se eleger, tem a obrigação moral de fazer um trabalho bem melhor, com transparência e zelo para com a coisa pública.
O chantagista
A revista Veja desta semana traz uma matéria revelando que o publicitário e lobista de deputados, Marco Valério de, chantageou o PT e o governo, tentando abocanhar a bagatela de R$ 200 milhões para manter a boca fechada e não comprometer nehum dos dois nas suas declarações. A chantagem foi feita tão logo Valério tenha sentido a "coisa" desandando para o seu lado. Como não foi atendido, acabou jogando merda no ventilador e espalhando sujeira para todos os lados. Agora, o publicitário está na iminência de perder a companhia da mulher, que já fala em divórcio. Mas o problema maior é a perda da admiração da sua filha adolescente que sequer quer vê-lo. Muito triste mesmo. O que a ganância e a sede de poder não faz com um homem?.
A repercussão
Fiquei sabendo que o artigo postado abaixo e também publicado no site de notícias Fonte Brasil causou um burburinho no meio comunicacional do governo. A grande questão do universo na tarde de ontem era: quem convidou Luiz Valério para uma reunião fechada? Eu mesmo respondo: para começar, o evento foi divulgado nos meios de comunicação como um seminário de marketing não como um reunião fechada; em segundo lugar, recebi, como escrevi no artigo um convite informal (digo o milagre, mas não cito o nome do santo que o fez) para participar do evento. Então, resolvi ir. Entrei, sentei, conversei com vários amigos que trabalham na Secretaria de Comunicação sem que ninguém me informasse que se tratava de uma reunião fechada. Encarei o evento tal como fui divulgado e, como jornalista que sou, anotei trechos da fala do secretário de Comunicação, Rui Figueiredo, que considerei dignas de nota para uma matéria ou um artigo, como de fato o escrevi. Nada mais.
Começou a campanha eleitoral
Na sexta-feira passada, 22, a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de Roraima, comandada pelo jornalista Rui Figueiredo, realizou um seminário de marketing voltado para todos os servidores da pasta. Estive na reunião como um convidado informal. E assim exerci o meu papel de jornalista político, tirando do que ouvi as declarações e observações que a mim me pareceram interessantes para uma matéria política. Esta que escrevo agora.
Logo na abertura do evento, feita, como manda a praxe, pelo próprio Rui, ele externou seu descontentamento com a falta de estrutura que impede os profissionais sob seu comando de realizarem um trabalho melhor. Mas a preocupação de Rui parece não ser apenas essa. Numa fala bastante clara, o secretário de comunicação deixou patente a sua preocupação com o esforço que toda a equipe tem que fazer para reeleger o governador Ottomar Pinto no próximo ano.
Disse Rui Figueiredo: “o sucesso do governo está diretamente ligado à capacidade do trabalho feito pela Comunicação. A Coordenadoria de Comunicação vai contribuir para a reeleição do governante”. E convocou os seus comandados a vestirem a camisa do governo, leia-se do governador Ottomar. Levando-se em consideração a forma de fazer política no Brasil, mais especificamente em Roraima, nada mais natural que o comandante da equipe de comunicação do governo esteja preocupado em garantir seu emprego por mais quatro anos. Principalmente quando o jogo sucessório já começou e tem um pré-candidato do naipe e experiência política de Romero Jucá se apresentando para a disputa.
Mas além de convocar seus “soldados” comunicadores e marketeiros a vestir a camisa do governo, Rui disse que não adianta que a anterior coordenadoria de Comunicação, ter hoje status de secretaria sem que haja condições de trabalho. Foi da boca de Rui que saiu outra declaração que considero interessante. Falando sobre a autonomia e autoridade dificultada pela falta de estrutura com a qual vivem às voltas, o secretário de Comunicação disse, enfático: “a secretaria de comunicação tem uma estrutura virtual. Os diretores do Deplaf (Departamento de Planejamento e Finanças), da (Secretaria de Comunicação) e da Rádio Roraima, na verdade não são diretores de nada. São diretores apenas virtuais devido à falta de estrutura”. Essa é bem a cara do governo Ottomar Pinto que prometeu sanar todas as mazelas que disse ter encontrado no governo, mas ainda não mostrou direito a que veio. Por isso, faz sentido que o secretário de Comunicação esteja pedindo empenho da equipe para “vestir a camisa do governo”. Será preciso muito jogo de cintura e maquiagem marketeira para mostrar uma boa imagem do governo. Para isso estão sendo contratadas, inclusive, empresas de Manaus para auxiliar nessa difícil tarefa.
O texto que segue abaixo é uma colaboração que enviei para o professor universitário e jornalista Daniel Walker que edita o informativo eletrônico "Juazeiro do Norte On Line", que fala das coisa da minha cidade natal:
Padre Cícero vive aqui
Há quase quatro anos deixei a minha Juazeiro do Norte para tentar a vida no ponto mais extremo do país, o estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, Guiana e, por isso mesmo, bem próximo ao Caribe. Um lugar cheio de promessas de bom futuro, ainda que os políticos locais aqui como alhures estejam mais preocupados e surrupiar o bem público. Por aqui me estabeleci como professor e jornalista. Quando aí estive, militei na imprensa tanto no Jornal do Cariri quanto nas emissoras de rádio Verde Vale (antiga Vale do Cariri AM) e Progresso AM.
O destino, no entanto me trouxe para cá. Roraima é o estado brasileiro que ainda abriga a maior população indígena do país. Por isso mesmo, tem sido palco de constantes conflitos entre “brancos” (fazendeiros e agropecuaristas) e índios pela posse da terra. Uma luta de décadas que parece não ter fim. De vez em quando explodem sinais de intolerância com vítimas dos dois lados. As questões ambientais e o risco iminente de práticas lesivas ao patrimônio genético da Amazônia por estrangeiros também provocam um clima constante de tensão.
Mas, mesmo estando assim tão longe, me sinto em casa. Foram oito dias de viagem de ônibus e barco até chegar aqui, com uma parada forçada em Belém (PA) em fevereiro de 2002 por conta do feriado de carnaval. Não saía nenhum barco até a quarta-feira de cinzas. Como diria o bom, velho e inesquecível Luiz Gonzaga, “eu penei, mas aqui cheguei”.
Roraima é um lugar diferente, com uma população miscigenada. O nordeste está bem representado aqui, pois esta terra macuxi abriga nordestinos de todos os nove estados, notadamente maranhenses, paraibanos e cearenses. E é por causa desta última parcela de neo-roraimenses que me sinto em casa. Juazeiro está aqui, pois encontrei muitos conterrâneos que vieram fazer morada e construir uma nova vida em Roraima como eu também o fiz.
E como juazeirenses vivem neste pedaço de Brasil em grande número, Padre Cícero Romão Batista também vive aqui. Andar pelo Centro de Boa Vista, capital do estado, é se sentir um pouco em Juazeiro do Norte. O comércio local também reverencia o mito religioso juazeirense, dando-lhe o nome a lojas de redes, de confecções, a joalherias, a borracharias etc. Exatamente como acontece aí, na minha querida Juazeiro. Nos bairros mais afastados é sempre possível encontrar um “Açougue Padre Cícero”, uma “Casa de Carne Padre Cícero” ou coisa do tipo. As pessoas que vieram para cá, assim como eu, trouxeram um pouco da cidade que ficou para trás na memória e no coração. Diria mesmo no DNA.
Interferência externa
Uma das matérias que mais apreciava no meu curso superior de Letras era a que tratava da intertextualidade: Literatura Comparada. É fascinante o assunto. Entender como se dá o processo de intertextualidade o que, na verdade é uma coisa bem simples. O "diálogo” entre textos é uma coisa realmente fabulosa. Foi com base nesse princípio que fui buscar um texto no blog Vizinho do Jefferson para publicá-lo aqui numa prática de intertextualidade virtual, coisa que é próprio da internte e que faz dela uma ferramenta de comunicação dinâmica e fascinante. O texto em questão trata de um assunto delicado e que precisa ser apurado. Cogita a possibilidade de financiamento, pelo Ministério de Relações Esteriores de Taiwan, da atual crise política brasileira com a finalidade úncia de provocar o impeachemant do presidente Lula. O mesmo teria ocorrido com o ex-presidente Collor de Melo. A seguir o texto:
"Conexão formosa 9 continuação do dia 3/07
Se você é leitor desde o início do blog vai saber do que se trata, caso contrário procure os posts Conexão formosa postados dia 3 de julho.
O governo Lula tem um ponto em comum com o do Collor, o da aproximação com a china comunista. Esta aproximação não agrada ao governo de taiwan (formosa), pois um aumento da balança comercial com uma, significa perda comercial da outra e o nosso país é estratégico para o crescimento das duas economias asiáticas.
Durante o depoimento esta tarde na comissão de ética a ex do valdemar citou várias vezes o ministério das relações exteriores de Taiwan (formosa), o mesmo suspeito de ter enviado 70 milhões de dólares para a compra do impeachment do collor. Desta vez teria dado para o presidente do pl, deputado valdemar da costa neto, 2 milhões de dólares.
Os números e provas encaminhados pelo jornalista brasileiro Rony Curvelo ao procurador geral da república, Dr. Aristides Junqueira, o andamento do processo até o engavetamento pelo sub-procurador Cláudio Fonteles estão relatados nos posts Conexão formosa de 1 a 8.
Mais uma vez solicito as autoridades competentes a imediata averiguação das denúncias, pois existe uma semelhança incrível nos dois processos de desestabilização política do Brasil. É um absurdo que somente este blogueiro esteja batendo nessa tecla até agora. Os indícios são fortíssimos e o problema igual."
Queda de braço
Continua a disputa político-ideológica entre o site de notícias Fonte Brasil e Humberto Silva, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Roraima (Sinjoper). Esta semana Humberto foi alvo de várias matérias no Fonte. Numa matéria veiculada ontem, o site afirma que os sindicalizados querem a saída do presidente do Sinjoper da direção do sindicato. Humberto, procurado para falar sobre o assunto, segundo o repórter Marlen Lima, teria afirmado que não conversa mais com a reportagem do site sobre qualquer assunto.
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